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Mostrando postagens de outubro, 2026

São Luís e o nosso tempo

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Identificador: SD-090. Publicação original: Novedades — Suplemento Dominical , 7 de novembro de 1948. Autor: LIC. OSCAR MÉNDEZ CERVANTES. Temas: Fé e vida religiosa; História e Hispanidade; Política e sociedade. Por LIC. OSCAR MÉNDEZ CERVANTES A História, mestra da vida — como disse o Antigo —, tem seus ensinamentos sempre atuais. Apraz-nos agora recordar um deles na figura, conhecida — embora não tanto quanto deveria —, do exímio exemplo da Idade Média que é o rei da França: Luís IX, o Santo; vigoroso personagem cujo heroísmo em todas as virtudes levou a Igreja a elevá-lo aos altares. Nele, Deus teve o mais fiel servidor; a Cristandade, o campeão mais destemido; o povo francês, o pai mais amoroso. Sua vida ascética em meio ao fausto do trono tem algo de esplêndida e viril religiosidade hispânica. Herança, sem dúvida, de sua exemplar mãe espanhola, dona Blanca de Castilla, que preferia a morte do filho a sabê-lo culpado de pecado mortal. Seu comando das duas últimas cruzadas...

O muro

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Identificador: SD-089. Publicação original: Novedades — Suplemento Dominical , 22 de agosto de 1948. Autor: LIC. OSCAR MÉNDEZ CERVANTES. Temas: Filosofia e cultura. Por LIC. OSCAR MÉNDEZ CERVANTES A alma do menino se projetava, com uma emoção admirada e afetuosa, para aquelas sólidas paredes de ares senhoriais, grossas e altas. A caiação era um mapa granuloso no qual os acidentes geográficos eram marcados pela hera trepadeira, desenhando ilhas e continentes fabulosos em um verde escuro e intenso. As poucas fendas, ao contrário, eram raiadas de musgo de um verde claro, jubiloso, que a viva fantasia infantil enxergava como atóis e arquipélagos de coral, emergindo gradualmente das profundezas oceânicas. O muro resguardava e circundava o vasto jardim e a espaçosa residência que, nos arredores da capital, constituía uma memória viva de esplendores passados, com seus pisos de “parquet” e seus tetos de caixotões; com seus vitrais multicoloridos na sala de jantar; com seus arcabuzeiro...

Memória e esquecimento

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Identificador: SD-088. Publicação original: Novedades — Suplemento Dominical , 8 de agosto de 1948. Autor: LIC. OSCAR MÉNDEZ CERVANTES. Temas: Filosofia e cultura. Por LIC. OSCAR MÉNDEZ CERVANTES Na maravilhosa arquitetura vital da psicologia humana, certamente não está entre os elementos menos admiráveis a faculdade de tornar presente o que se encontra distante no espaço ou no tempo. Tão habitual e espontâneo é o exercício da memória — pois constitui uma das próprias condições de nossa existência — que raramente ocupa nossa reflexão. Mas quando isso acontece, quando em alguma ocasião detemos o pensamento nessa faculdade do espírito e nos extraordinários mecanismos que a movem, os assombros se sucedem aos assombros. Em que recôndito armazém da psique se depositam as experiências vitais, os conceitos, as imagens, os sentimentos e as sensações, e até estados de espírito complexos que encontram lugar nesse arquivo, às vezes perfeitamente classificados, outras vezes desordenados e...

XXIV. Reflexões finais

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Identificador: GE-022. Publicação original: Novedades — Sección Editorial , 21 de junho de 1948. Autor: LIC. OSCAR MÉNDEZ CERVANTES. Temas: Filosofia e cultura; História e Hispanidade. Fragmentos da epopeia Por LIC. OSCAR MÉNDEZ CERVANTES XXIV REFLEXÕES FINAIS. O quarto centenário da morte de Cortés — precedido, um ano antes, pela descoberta dos restos do Conquistador — nos deu a oportunidade de contribuir para a exaltação de sua memória, ainda que a partir da modéstia de nosso recanto jornalístico. Guiou-nos nessa empresa um propósito de patriotismo objetivo e realista. Esse foi nosso intento estrito. Se alguma vez nossas afirmações se chocaram com certos preconceitos anticortesianos que ainda persistem de boa-fé em algumas pessoas, não pretendemos suscitar polêmicas nem ferir ninguém, mas — simplesmente — ser ouvidos. Não vale a pena ocupar-se demasiadamente dos detratores sistemáticos e interessados de Cortés; por isso, fizemos referência a eles de forma mínima e incident...

A CAUSA DA PIOR CRISE QUE A IGREJA JÁ ATRAVESSOU

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Início OJMC Índice Temas Copiar link Compartilhar Apoie este Arquivo Fé e doutrina · OJMC-W043 A CAUSA DA PIOR CRISE QUE A IGREJA JÁ ATRAVESSOU Lic. Oscar J Méndez C. Publicação original: 22 de julho de 2026   Sua Santidade Pio IX advertiu: “O liberalismo católico é um pé na verdade e um pé no erro; um pé na Igreja e um pé no século, um pé comigo e um pé com meus inimigos… O que aflige vosso país e o impede de merecer as bênçãos do Céu é a confusão dos princípios. Direi a palavra e não a calarei: o que mais temo por vós não são aqueles miseráveis da Comuna, verdadeiros demônios escapados do inferno; é o liberalismo católico, esse sistema fatal que sempre sonha em conciliar duas coisas impossíveis: a Igreja e a Revolução. Já o condenei, mas o condenaria mais quarenta vezes se fosse necessário. Sim, volto a dizê-lo pelo amor que vos tenho; sim, esse jogo de equilíbrio é que pode acabar por destruir a religião entre vós”. (S. S. Pio IX, Alocução aos católicos da França, 18-6-1...

12 DE OUTUBRO: DIA DA HISPANIDADE

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Início OJMC Índice Temas Copiar link Compartilhar Apoie este Arquivo História e Hispanidade · OJMC-W042 12 DE OUTUBRO: DIA DA HISPANIDADE Lic. Oscar J Méndez C. Publicação original: 12 de outubro de 2025 Assistir em espanhol Somos o sangue hispânico vencedor; somos também o sangue indígena vencedor daqueles que lutaram para destruir o imperialismo asteca dominante e escravista (que oferecia milhares de vítimas a seus ídolos e praticava a antropofagia) e, com a ajuda dos castelhanos, conseguiram se libertar do jugo que sofriam e que tantas vidas ceifou. Nossa Pátria é uma nação fundada sobre um triunfo, não sobre uma derrota, como ensina enganosamente a história falsificada. O México não era o Império Asteca. Antes da chegada dos espanhóis, não havia uma nação, mas um conjunto de diversos povos dominados e escravizados por esse imperialismo. Nossa Pátria é a nação que nasceu da união entre vencedores indígenas de MÚLTIPLAS ETNIAS e vencedores espanhóis. Os hispânicos não ext...

COMEM E BEBEM A PRÓPRIA CONDENAÇÃO

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Início OJMC Índice Temas Copiar link Compartilhar Apoie este Arquivo Sacramentos · OJMC-W041 COMEM E BEBEM A PRÓPRIA CONDENAÇÃO Lic. Oscar J Méndez C. Publicação original: 10 de outubro de 2025   Quem é católico batizado e conserva a fé, mas é um pecador que não se arrepende de seus pecados e vive como se a lei de Deus não existisse, vive a caminho da condenação; e, se permanecer assim até o fim de sua vida, acabará por se condenar. Não pode receber os sacramentos dos vivos enquanto não se arrepender de seus pecados graves e os confessar com verdadeiro arrependimento e propósito de emenda; contudo, se mantém a fé, continua sendo parte da Igreja. Viverá em pecado, não lhe será lícito comungar, estará separado de Deus por não ter a graça santificante, será um insensato que caminhará para sua perdição eterna; mas, enquanto mantiver a fé, continuará sendo parte da Igreja e terá a possibilidade de se arrepender. Claro, hoje o modernismo é tão ‘inclusivo’ com todos, todos, todos,...

O PUDOR NÃO OCULTA A BELEZA; AO CONTRÁRIO: A PRESERVA E ENGRANDECE

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Início OJMC Índice Temas Copiar link Compartilhar Apoie este Arquivo Vida cristã · OJMC-W040 O PUDOR NÃO OCULTA A BELEZA; AO CONTRÁRIO: A PRESERVA E ENGRANDECE Lic. Oscar J Méndez C. Publicação original: 26 de setembro de 2025 A mulher que se exibe seminua na praia, ou que se veste com peças escassas e provocantes diante do olhar público, não dá testemunho de amor a si mesma; antes, clama, com silencioso desespero, por uma atenção efêmera. Em seu desejo de conquistar a fugaz admiração de homens frívolos, acaba se despojando da própria dignidade. Muito diferente é a beleza da modéstia, que não apaga o brilho feminino, mas o guarda como um tesouro e o engrandece com mistério e pureza. A mulher pudorosa e casta é como um jardim selado: venerada e estimada pelos homens de coração nobre, que sabem reconhecer nela o valor verdadeiro e perene do feminino. Fonte original: publicado em Catolicidad em 26 de setembro de 2025. Consultar a publicação original. Você também pode se in...

O INFANTILISMO DO ATEU

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Início OJMC Índice Temas Copiar link Compartilhar Apoie este Arquivo Fé e doutrina · OJMC-W039 O INFANTILISMO DO ATEU Lic. Oscar J Méndez C. Publicação original: 21 de fevereiro de 2024 O ateu é o ser mais crédulo que existe, pois sua crença é indemonstrável e se fundamenta, essencialmente, na FÉ de sua própria e pessoal crença. Exalta a ciência como única via do conhecimento, ignorando que a filosofia é complementar, mas tentando, na prática, empregá-la e ignorando que é absolutamente impossível demonstrar cientificamente a inexistência de Deus. O mais absurdo de alguns ateus é que, para se libertarem dos ditames morais de sua consciência e criarem uma moralidade própria, à sua conveniência, que lhes permita seguir seus gostos e dar rédea às suas paixões, caem na atitude insana de passar a vida, como numa birra infantil, tentando aturdir a própria consciência ao combater aquilo que dizem que não existe! Não compreendem que Deus não é conhecido por métodos científicos ou por ...

XXIII. O último fragmento

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Identificador: GE-021. Publicação original: Novedades — Sección Editorial , 14 de junho de 1948. Autor: LIC. OSCAR MÉNDEZ CERVANTES. Temas: Fé e vida religiosa; História e Hispanidade. Fragmentos da epopeia Por LIC. OSCAR MÉNDEZ CERVANTES XXIII O ÚLTIMO FRAGMENTO. O derradeiro e saboroso fragmento da epopeia completa de Cortés, que vem a ser toda a sua vida, é a morte do herói, ‘vencedor do Novo Mundo, vencido pela inveja’, como diz Argensola. É sabido que seus últimos anos foram amargurados pelas ingratidões, traições e intrigas; pelas intermináveis querelas com a Coroa; pela pouca atenção que lhe deram na Metrópole quando lá foi para resolvê-las; pela nenhuma consideração que lhe dispensaram na expedição a Argel, na qual Carlos V fracassou por não seguir seu conselho. E assim, ‘veio a morte bater à sua porta’; chegou ao fim de seus dias, morrendo cristãmente em Castilleja de la Cuesta, localidade vizinha a Sevilha, em 2 de dezembro do ano de 1547. ‘Já com o pé no estribo’ p...

Chuvas

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Identificador: SD-084. Publicação original: Novedades — Suplemento Dominical , 13 de junho de 1948. Autor: LIC. OSCAR MÉNDEZ CERVANTES. Temas: Filosofia e cultura. Por LIC. OSCAR MÉNDEZ CERVANTES A estação das chuvas assume na cidade um significado e uma intenção próprios. Não é tanto o promissor himeneu de terras e águas que o campo aguarda, em vigília alerta e amorosa. É antes um belo sentido lustral, purificador. É a necessária ablução da imensa superfície da cidade, tão necessitada de se limpar das nuvens de poeira e da sujeira de um desasseio já crônico… Que o céu faça ao menos o que nosso urbanismo descuida. Por essa chuvosa esperança de asseio da capital, não se pode deixar de receber com cordial alegria esse desentrançar das nuvens para deixar escorrer seu líquido presente, que nos lava o ar das fumaças industriais; o casario, das sujeiras do descuido ou da miséria; os gramados e as árvores, do pó calcário de Texcoco. É claro que esta estação nos traz, por outro lado,...